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18/05/2017  às 10hs25

Em Brasília, prefeito Jorge Koch relata ambiente político: “está fedendo a m...”

Foto: Divulgação

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Em Brasília para participar da XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o prefeito de Orleans, Jorge Koch acompanhou de perto o possível ápice da crise política do país. O chefe do poder executivo da Cidade das Colinas estava no plenário da Câmara dos Deputados quando o jornal “O Globo” divulgou a notícia em que os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na Operação Lava Jato.

Em entrevista por telefone à Rádio Guarujá na manhã desta quinta-feira, dia 18, Koch relatou que a reação dos deputados foi imediata e houve um esvaziamento do plenário. “Brasília está fedendo, e fedendo a m...”, resumiu a questão.

Koch ainda disse, durante o programa Guarujá Notícias | 1ª Edição, que acompanhou de perto conversas do deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC), demonstrando preocupação com o fato. “Quando saímos do plenário, embarcamos no elevador para ir ao gabinete dos deputados. Naquele momento, Ronaldo Benedet estava lá dentro com o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que disse: ‘agora a reforma foi pro pau’. Então, percebi várias reações, sejam preocupadas ou contrárias, vendo muitos deputados com a cara de tacho na mão”, contou o prefeito.

O orleanense, que tem retorno para Santa Catarina programado para o fim desta quinta-feira, entende ainda que esse fato também repercutirá nos municípios. “Tomara que o retorno seja o mais breve possível. Orleans é muito melhor que Brasília. Tem gente que fala de Brasília, mas ‘an, an’, não é para nós”, brincou Koch.

“Governo Temer nem começou”

Em avaliação dos desdobramentos dos episódios, o cientista político Eduardo Guerini foi enfático ao afirmar que o Brasil passa por uma crise institucional e que é necessária uma resposta urgente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Superior Tribunal Federal (STF). “O governo Temer nem começou porque ele não deu resposta a que veio. O governo simplesmente não começou. Ele se definhou nesse mar de corrupção que toma de assalto o estado brasileiro e deixa cidadãos honestos em estado de letargia”, analisou, em entrevista por telefone à Rádio Guarujá.

Na visão do cientista político, há um sentimento de indignação generalizada em função das notícias, colocando Brasília em terremoto político. “Não existe outra alternativa a não ser a renúncia imediata de Michel Temer, o afastamento de todos os envolvidos e a prisão dessa canalha política que está saqueando o estado brasileiro em detrimento de uma população que vive a pior crise econômica”, criticou Guerini.

Ele coloca como solução uma renovação política imediata, com convocação de eleições diretas e de uma assembleia constituinte. “O Congresso Nacional também não tem a altivez que é exigida para sair da crise”, finalizou.

Ouça abaixo as entrevistas:

Jorge Koch |

Eduardo Guerini |

Eduardo Madeira